Anestesia e o conhecimento tradicional!
O “Curare”, compostos de origem vegetal extraídos de plantas da América do Sul, é utilizado por vários povos indígenas, especialmente da Amazônia, em suas caçadas. A substância é passada na ponta de flechas e em dardos de sopro e possui intensa ação paralisante.
Após anos de pesquisa, a ação do curare como relaxante muscular foi identificada por um grupo de cientistas. Posteriormente, descobriu-se que a substância poderia ser usada como agente anestésico em humanos e uma empresa multinacional obteve a patente do composto, atualmente produzido por apenas três laboratórios.
Como ocorre com outros produtos desenvolvidos a partir do conhecimento tradicional de povos indígenas, o grande lucro gerado pela comercialização desses produtos fica apenas com a indústria.
Para debater o reconhecimento desses direitos de propriedade intelectual sobre seus conhecimentos tradicionais, recursos genéticos e expressões culturais, o Museu Nacional dos Povos Indígenas, em parceria com o a Fundação Casa de Rui Barbosa e a Representação da Unesco no Brasil, vai promover o Seminário “Povos indígenas e diversidade cultural: saberes, fazeres e biodiversidade. Como Proteger Para o Futuro?”, de 8 a 10 de abril, na sede da Casa de Rui Barbosa.







