Evento leva 85 filmes em sessões online e presenciais no Rio de Janeiro. Cerca de 400 crianças de escolas públicas e privadas assistiram aos longas brasileiros no primeiro dia

Festival Internacional de Cinema Infantil discute temas sobre as infâncias contemporâneas

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O evento que celebra a linguagem audiovisual para o público infanto-juvenil chegou à sua 21º edição com a exibição de 85 filmes em sessões online e presenciais, no Rio de Janeiro. Trata-se do Festival Internacional de Cinema Infantil, cuja abertura ocorreu na última quinta-feira (18), na Estação Net Gávea, e contou com o Fórum Pensar a Infância. Na ocasião, esteve presente a secretária do Audiovisual (SAV) do Ministério da Cultura (MinC), Joelma Gonzaga.

Os filmes online concorrem ao Prêmio Brasil de Cinema Infantil e ficarão disponíveis no site www.fici.com.br até o dia 5 de maio. As sessões presenciais foram divididas em duas etapas: a primeira ocorreu na Estação Net Gávea, entre os dias 18 e 21 de abril. Já a segunda etapa de sessões será dos dias 25 a 28 de abril, no Estação NET Rio, em Botafogo.

Pensar a Infância – A abertura do evento teve oficina de contação de histórias e a participação de produtores de cinema e narrativas multiplataformas para as crianças no Fórum Pensar a Infância.

Segundo Carla Camurati, idealizadora do Festival, o investimento em cinema infantil traz ótimas oportunidades. “O cinema estimula as pessoas a pensarem no universo infantil”.

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Por isso eu não tenho a menor dúvida de que o melhor investimento em audiovisual é aquele voltado para a criança. Este é um projeto que a gente planta sempre olhando para a frente”, afirma.

Durante o Fórum, os participantes debateram questões importantes relacionadas à produção de conteúdo audiovisual para as crianças, levando em consideração os desafios e as oportunidades do cenário atual.

Temas como políticas públicas culturais para o público em questão, acessibilidade para ampliar a experiência cinematográfica para espectadores que necessitam desses recursos. Novas narrativas, diversidade, consumo de telas e patologias emocionais e a importância do cinema na formação das crianças foram abordados de forma profunda e construtiva.

“As crianças brasileiras precisam se ver e se reconhecer nas telas. São elas que a gente tem que abraçar. Elas é que vão mudar o Brasil e fazer o nosso país crescer do tamanho que ele merece”, acrescentou Carla Camurati.

Joelma Gonzaga, secretária do Audiovisual do MinC, durante o Fórum destacou o compromisso da SAV e pontuou que a infância é um tema fundamental na construção de políticas públicas.

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“Precisamos pensar na infância de modo interseccional nas políticas do audiovisual a partir da SAV, começando por ter representação no sistema de governança do audiovisual como Conselho de Superior de Cinema, como também pautar ações estruturantes como a necessidade da regulamentação e aplicação da Lei º 13.0006, que dispõe sobre a obrigatoriedade de duas horas por mês de conteúdo nacional nas escolas na educação Básica”, afirmou.

A secretária anunciou ainda um lançamento no campo audiovisual. “Em breve lançaremos um streaming público com espaço para crianças. Isso faz parte da nossa política de difusão”, garantiu.

 

 

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