A reedição do livro memorialista “Os sertanejos que eu conheci”, de frei Francisco José Maria Audrin, foi lançado no último sábado (19) em Porto Nacional, após 61 anos de sua 1ª edição. O livro foi escrito a partir das lembranças do frei dominicano, no decorrer de 34 anos de apostolado, em que percorreu os territórios entre os rios Xingu, Araguaia e Tocantins.
O livro descreve sua convivência com os moradores regionais e como a Igreja Católica se inseriu em comunidades onde o cristianismo já era praticado de forma popular, através de festas, novenas e romarias.
Uma das pesquisadoras e organizadoras do livro, a professora Noeci Carvalho, contou um pouco sobre o tema central da obra ao По.
Frei José Maria Audrin, foi um frei dominicano nascido na França que veio para o Brasil e viveu em Porto Nacional e na região do antigo norte-goiano, no início do século passado, de 1904 até 1938. Por 34 anos ele viveu na região, sendo missionário. Então, nesse livro, ele fala desse contexto da primeira metade do século XX. E nessa escrita de caráter memorialista e etnográfica, ele nos leva a uma perspectiva assim, encantadora sobre o modo de vida, os costumes, o jeito de ser das populações que vivem na extensa região compreendida pelo antigo norte goiano, hoje estado do Tocantins, o sul do Maranhão e o sul do Pará.”
A organização foi liderada pelas pesquisadoras e professoras Noeci Carvalho Messias (UFT), Nei Clara de Lima (UFG) e Mariana Cunha (UFRR).
Cronograma de lançamento do livro:
– 19/10/2024, s 19h
(Comsaúde Porto Nacional, TO)
– 30/10/2024, às 10h
(Biblioteca UFT-Palmas, TO)
– 31/10/2024, às 19h30
(Laboratório de Música – Complexo Laboratorial de Teatro Hôôxwa UFT, Palmas, TO)
– 19/11/2024, às 19h
(UFT-Campus Porto Nacional, TO)
A obra descreve a vida sertaneja em duas partes. A primeira parte foca nas atividades econômicas e a relação intima dos sertanejos com a natureza, ora vista como hostil, ora como provedora. A segunda parte aborda a vida social, costumes, religiosidade e o jaguncismo, destacando a influência das misturas raciais na cultura e as relações de poder locais baseadas em estruturas familiares e interesses particulares.
Alguns exemplares dos livros serão doados para bibliotecas Públicas de Palmas e Porto Nacional.
A reedição, financiaua pela Lei Complementar nº 195/2022 (Ministério da Cultura e Secretaria da Cultura do Estado do locantins), inclui cinco exemplares em Braille para acessibilidade de pessoas com deficiência (PCD), disponíveis em bibliotecas públicas de Palmas e Porto Nacional.







