Ao todo, já foram realizadas seis oficinas em diferentes colégios, onde os murais promovem a participação dos estudantes com uma abordagem pedagógica que valoriza a cultura colaborativa e o desenvolvimento de habilidades nos alunos

Escolas no estado são transformadas através do muralismo

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A arte mural se tornou uma ferramenta de transformação social nas escolas públicas do estado. Com um projeto que começou de forma voluntária há quatro anos, Fabiana Correa, ilustradora e muralista desde 2017, tem

trazido cores e vida a espaços antes sem graça, criando murais que não apenas embelezam, mas também que promovem a participação dos estudantes.

Fabiana conta em entrevista ao JTo que o primeiro mural, com mais de 50 metros quadrados, foi realizado em uma escola pública e, desde então, o projeto chamou a atenção da BRK, concessionária responsável pelo abastecimento de água no estado, que se tornou parceira para oferecer oficinas de muralismo em diversas escolas da região.

“Os alunos aprendem sobre a profissão de muralista, técnicas artísticas e, ao final, participam da execução de um mural que é entregue à escola,” explica Fabiana.

Ao todo, já foram realizadas seis oficinas em diferentes escolas, incluindo duas em Peixe, onde a comunidade também pode apreciar as obras.

O impacto do muralismo na educação

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A proposta vai além da arte; trata-se de uma abordagem pedagógica que valoriza a cultura colaborativa e o desenvolvimento de habilidades nos alunos.

A professora Alana, do CEM Ary Valadão Filho, destaca que o projeto tem um impacto significativo. “Deixar o espaço escolar mais vivo e alegre é fundamental. Os alunos participam ativamente, o que estimula a troca de experiências e a sensação de pertencimento,” afirma.

A aluna Ester Mota Gomes, de 17 anos, da Escola Estadual Dr. Joaquim Pereira da Costa em Gurupi, participou do projeto e conta que graças a essa oportunidade, pôde exercer sua paixão que é a pintura.

“Sempre amei pintar e desenhar, e graças a essa oportunidade, pude exercer minha paixão com pessoas incríveis. Este trabalho não só transformou a sala de recursos, mas também nos motivou a buscar mais inspirações na vida”.

Processo criativo

Fabiana compartilha que o processo de criação é colaborativo. “Os alunos se envolvem do zesa, desde a concepção até a execução do mural. Essa participação gera um sentimento de pertencimento e ontulho. pois eles podem olhar para a obra e dizer: ‘Eu ajudei a fazer isso!”

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Os murais não apenas embelezam os espaços escolares, mas também criam ambientes mais agradáveis para o aprendizado, incentivando os alunos a se envolverem nas atividades com mais prazer. “Acredito que a arte pode ser um degrau importante para a motivação e o desenvolvimento pessoal dos jovens”, relata.

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