Companhia de  Circo Nós Tantos

CIRCO E CARIMBÓ: PROJETO PARAENSE INICIA CIRCULAÇÃO EM COMUNIDADES DO TOCANTINS

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Após se apresentar por municípios do estado do Pará, a trupe da Companhia de  Circo Nós Tantos amplia seu alcance no mês de março e chega a Palmas nesta semana para realizar uma série de espetáculos. O projeto de artistas da capital paraense circulará em comunidades rurais e quilombolas do estado do Tocantins, em sua etapa interestadual, com o apoio da Bolsa Funarte Carequinha, pelo Programa Federal Redes das Artes.

O espetáculo “Circo e Carimbó” transforma em arenas de teatro e circo diversas escolas e comunidades tradicionais para contar as aventuras e desventuras de Zé e Chico, dois personagens ribeirinhos que, após terem suas vidas impactadas por modelos predatórios de integração econômica aplicados em suas comunidades no interior da Região Amazônica, decidem dar uma virada, migrando pra capital paraense e apostando todas as suas fichas no Carimbó.

O espetáculo é recheado de histórias, doces memórias e algumas necessárias reflexões sobre a vida ribeirinha e o enfrentamento das contradições da urbanização amazônica. O carimbó é tomado como um importante mediador e articulador da memória coletiva, sendo fio condutor, em cena, para o debate de diversos temas presentes nas letras dessa expressão da cultura popular paraense. E tudo isso vem misturado com a leveza, a sagacidade e alguma acidez do humor circense. Há tempo, inclusive, para que os heróis deem uma forcinha no icônico romance entre a Garça Namoradeira e o malandro Urubu.

De Tocantins o grupo seguirá para o estado do Maranhão, onde cumprirá agenda de circulação durante o mês de abril.

 

BREVE RESUMO:

Zé e Chico fugiram de municípios do interior do Pará para a capital por temerem por suas vidas. Zé era agricultor e foi expulso de suas terras por grileiros e pistoleiros. Chico, por sua vez, era pescador e vizinho de povos indígenas. Um dia descobriu que o mercúrio despejado por garimpeiros ilegais matou todos os peixes do rio.

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Zé e Chico chegam para se aventurar, esperançosos com as chances de bem viver da cidade grande. Chico carrega consigo o sonho de conhecer a maior feira livre a céu aberto da América Latina: o “Velhopreso”. Zé, com ares de superioridade, sempre se põe prestativo a corrigir o amigo abobado: É “Ver-o-peso”, Chico! E, com o pouco que a vida lhes possibilitou trazer, decidem ganhar a vida dedicando-se à outra coisa que sabem fazer, além de trabalhar na terra: narrar histórias sobre a vida dos povos ancestrais tocando e cantando carimbó.

Mal começam a tocar carimbó no meio da rua e, rapidamente, são atingidos pela realidade da cidade: as autoridades nem sempre veem as artes como benvindas. E Zé e Chico são proibidos de tocar carimbó, da mesma forma como aconteceu a incontáveis mestras e mestres – e ainda hoje acontece! Chico é preso e Zé lidera um movimento para obter sua liberdade até que chega a notícia de que o carimbó não é mais proibido, pois se tornou Patrimônio Cultural Brasileiro!

Após conquistarem a liberdade de tocar seus carimbós pelas ruas, Zé e Chico lembram de como eram suas brincadeiras de infância e como seus avós e os bichinhos da floresta foram importantes em suas vidas. Dessa forma cantam “causos” através de carimbós como a dança do passarinho e o carimbó da piriquitambóia. Cantam também a triste e dura vida dos trabalhadores do campo como em “Pescador, pescador porque é/ que no mar não tem jacaré?” Mas também cantam alegria ao lembrar que as músicas do carimbó também nos ensinam a brincar e amar…

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SERVIÇO:

O projeto contemplado está ligado ao circuito Funarte Redes das Artes, que celebra e homenageia nomes reconhecidos por suas trajetórias de dedicação às artes brasileiras: Carequinha (circo); Klauss Vianna (dança); Marcantônio Vilaça (artes visuais); Myriam Muniz (teatro); e Pixinguinha (música);

A circulação ocorre com entrada franca, e com convite aberto à comunidade.

Veja o calendário de apresentações no estado de Tocantins:

14/03-Centro Municipal de Educação Infantil Cantinho Feliz – 6ª Av. s/n, Quadra 04 Lotes 6/7-Taquaruçu, 77260-000 Palmas–TO, 8h

15/03-Centro Cultural Circo Os Kacos-2ª avenida Quadra, Av. Taquaruçu, 45, Palmas -TO, 77080-060; 9h30

17/03-ETI-Professor Fidêncio Bogo – Area Rural s/n-Palmas–TO, 8h

19/03 – Comunidade Quilombola Barra do Aroeira-TO-247, Santa Tereza do Tocantins -TO, 77615-000, 18h30

21/03 – Comunidade Quilombola Povoado Prata-Rodovia TO 110 s/n, Prata, São Félix do Tocantins–TO, 18h30;

24/03 – Comunidade Quilombola Mumbuca – Povoado Mumbuca Jalapão s/n, Mateiros -TO, 77593-000; 18h30

*Espetáculo acessível em Libras

 

FICHA TÉCNICA:

Elenco: Gabi Alcântara, Diego Vattos e Yure Lee

Produção: Gabi Alcântara e Yure Lee

Criação artística: Yure Lee

Direção: Colaborativa

Direção musical: Rodrigo Ethnos

Intérprete de Libras: Yan Almeida

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