Bate-papo aborda a herança cultural e histórias do povo Xerente

Câmpus Palmas promove roda de conversa sobre a cultura dos Povos Tradicionais do Tocantins

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Sob a temática dos Povos e Comunidades Tradicionais do Tocantins, os estudantes do 1º, 3º e 7º períodos do curso de Serviço Social do Câmpus Palmas da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) realizaram na sexta-feira, 22, uma roda de conversa abordando a cultura, ancestralidade e histórias do povo Xerente. O evento contou com a presença da ex-aluna e atual cacique Elisabete Hmõdi Xerente, representante nacional das mulheres indígenas do Tocantins, artesã e colaboradora da Secretaria Estadual dos Povos Originários.

Elisabete compartilhou aspectos da cultura e do modo de vida do povo Akwê Xerente, trouxe artefatos indígenas usados na sua aldeia, explicando o que é cada um e como eles são utilizados, demonstrando a riqueza e diversidade da cultura indígena. O povo Xerente vive no município de Tocantínia. “Dentro da nossa comunidade os homens têm ciúmes de repassar o conhecimento, para além do nosso convívio. Muitas vezes, por causa da visão que as pessoas têm sobre o que é vivido lá dentro. Hoje, eu não tenho medo, temos a democracia e ela existe para quem respeita, e a partir do momento que começo a falar para vocês, que existem os povos originários, vocês têm que ouvir da gente, saindo da gente vai sair de verdade, não de antropólogos ou jornalistas”.

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Para os alunos, essa oportunidade serviu para ampliar o entendimento sobre a história e os ancestrais dos povos originários do Tocantins. Luana dos Santos, aluna do 1º período, destacou a importância da roda de conversa. “Foi crucial para conhecer mais sobre a nossa história, sobre os nossos ancestrais, sobre os nossos povos originários, conhecer diversas etnias, ter empatia, conhecer culturas, costumes”, disse.

A professora doutora Marinalva Barros Silva, responsável pela disciplina de Fundamentos da Antropologia, enfatizou o valor da presença da cacique Xerente como um encerramento significativo do ciclo de estudos sobre os povos tradicionais do Tocantins. “Nós realizamos seminários no 1º período para estudar alguns povos originários do Tocantins e para poder compreender melhor os conceitos antropológicos de visão cultural. O povo Xerente foi uma das etnias que elas trabalharam, e a turma demonstrou muito interesse em aprofundar esse conhecimento”, explicou a professora, que já teve Elisabete como aluna e orientanda de TCC.

A presença da Xerente também serviu como um estímulo para a valorização e preservação das tradições dos povos originários do Tocantins. “Na nossa trilha acadêmica, essas conversas, essas trocas são enriquecedoras e vão fomentar ainda mais o nosso aprendizado. Quando passamos a ver os povos originários, que são pessoas tão importantes para a nossa sociedade que muitas vezes passam despercebidos, a cultura deles, e ter esse momento de conversa, de conhecimento notamos como eles são fundamentais na nossa formação acadêmica.” aponta Rosicleia Bezerra, aluna do 7° período de serviço social.

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