Iniciativa promove formação audiovisual gratuita para jovens periféricos, indígenas, negros e PCDs, e contam com a Shell como patrocinadora master.
O Coletivo Kambô nasce do desejo de fortalecer e ampliar a presença de pessoas racializadas no audiovisual, democratizando o acesso a esse espaço e contribuindo para a descolonização das narrativas. O coletivo atua para que pessoas negras e indígenas assumam o protagonismo na construção e difusão de suas próprias histórias, saberes, territórios, expressando sua forma de ler o mundo.
As trajetórias das idealizadoras do coletivo foram marcadas pela escassez de oportunidades no setor audiovisual. A partir dessa vivência, compreenderam a urgência de transformar esses espaços, reconhecendo a potência criativa que emerge da memória, da ancestralidade e dos territórios historicamente marginalizados.
O Coletivo Kambô entende o audiovisual como uma ferramenta estratégica de transformação social, artística e cultural, além de um instrumento de construção de pertencimento, valorização identitária e documentação histórica.
Sobre o Projeto Cine Crias
O projeto Cine Crias surge como o marco inicial desse núcleo criativo e formativo. A proposta é desenvolver ações continuadas de formação, produção e exibição de conteúdos que valorizem narrativas e profissionais negros, indígenas e periféricos, fomentando autonomia e inserção na economia criativa.
A iniciativa tem como foco a formação audiovisual de jovens entre 15 e 29 anos, moradores de regiões periféricas, pessoas racializadas e PCDs. O projeto prioriza a experimentação criativa e o fortalecimento de narrativas locais, contribuindo para o desenvolvimento artístico, crítico e expressivo dos participantes.
Além disso, o Cine Crias busca impulsionar a produção audiovisual no estado do Tocantins, utilizando o cinema como eixo formativo para a inserção de novos talentos no mercado cultural.
Estrutura da Formação
A formação contará com turmas presenciais nos territórios atendidos pelo projeto, cujos participantes receberão bolsas de estudo como incentivo à permanência no curso.
O curso será dividido em três módulos:
1. Introdução Teórica
2. Formação Técnica
3. Prática e Produção
As aulas da primeira turma, o que equivale a primeira parte do projeto, já foram realizadas entre os dias 09 a 18 de março, no setor Morada do Sol, em Taquaralto (Palmas), no CEU – Instituto das Artes, das 19h às 22h.
A segunda turma acontecerá de 23 de março a 01 de abril, na aldeia da etnia Xerente, em Tocantínia, também das 19h às 22h. O que equivale a segunda parte do projeto.
Oficinas Ofertadas
O curso contará com cinco oficinas presenciais:
● Roteiro, Montagem e Direção — Laynara Rafaela
● Direção de Arte — Cíntia Funmilayo
● Produção — Sara Carolina
● Direção de Fotografia e Edição — Mariane Lopes
● Som — Millena Kanela
Além disso, haverá masterclasses online sobre:
● Elaboração de projetos audiovisuais para editais
● Produção-executiva
● Distribuição Audiovisual
Ao final do ciclo formativo, será realizada a Mostra Itinerante Cine Crias, com exibição dos curtas-metragens produzidos pelos alunos em cinco municípios do Tocantins: Palmas (Taquaralto), Tocantínia (território indígena Xerente), Paraíso, Porto Nacional e Lajeado. Após as amostras haverá roda de conversa. 3º etapa do projeto.
O intuito depois é inscrever esses curta-metragens em festivais de cinema, tanto nacionais quanto internacionais. Todos os participantes receberão certificado de conclusão ao final da formação presencial.







