O cantor e compositor tocantinense Dorivã, conhecido como “Passarim do Jalapão”, foi selecionado para representar o Brasil no JZ Spring Festival 2026, que será realizado entre os dias 30 de abril e 5 de maio, em Xangai, na China. O artista está entre os representantes brasileiros convidados para o evento, que reúne mais de 150 músicos em uma programação distribuída em quatro palcos. Dorivã se apresenta no dia 4 de maio, no palco Square, dentro da programação oficial do festival.
A participação conta com apoio do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e da Secretaria Executiva da Governadoria do Tocantins, além do Ministério da Cultura (MinC). A presença do artista integra a programação do Ano Cultural Brasil–China 2026, iniciativa que marca um novo momento nas relações entre os dois países e posiciona a cultura como eixo estratégico do intercâmbio bilateral.
O secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, destacou a relevância da participação tocantinense no cenário internacional. “Para mim, é uma grande satisfação estar à frente da Secretaria de Estado da Cultura em um momento tão significativo da nossa história. É muito gratificante ver a cultura tocantinense, a nossa cultura de raiz, sendo representada em nível internacional. A escolha feita pelo Ministério da Cultura foi muito assertiva, não apenas pelo talento, mas pela representatividade que Dorivã carrega da nossa cultura e da nossa história. Espero que essa experiência seja muito proveitosa e que, ao retornar, possam compartilhar tudo que foi vivenciado. Também agradeço à Secretaria Executiva da Governadoria, que, em parceria com a Secretaria da Cultura, contribuiu para que essa participação se tornasse possível.”
O cantor explicou como surgiu o convite para participar do festival. “O convite surgiu a partir de uma seleção nacional conduzida pelo Ministério da Cultura. Foi feita uma triagem com artistas de vários estados, e aqui do Tocantins alguns nomes foram indicados. Nosso trabalho acabou sendo selecionado dentro desse processo, considerando a representatividade e a trajetória que a gente vem construindo”, afirmou Dorivã.
Ao comentar as expectativas para a experiência internacional, Dorivã falou sobre o potencial de troca cultural proporcionado pelo intercâmbio. “Vamos participar do festival levando a música que a gente vem construindo ao longo desses anos. É uma música que não representa só a gente, mas todo o nosso estado. Por meio dela, levamos também a nossa gente, os povos indígenas, as comunidades quilombolas, os jalapoeiros, todos que constroem esse território e essa identidade coletiva. Estar na China é a realização de um sonho. Para nós, o maior ganho desse intercâmbio está na troca: dividir o palco com artistas brasileiros e internacionais, e também aprender como plateia, é uma experiência muito rica. É isso que queremos trazer de volta: conhecimento, conexões e novas possibilidades para a música que fazemos no Tocantins.”
Dorivã se apresentará acompanhado de banda formada por Fred Garibaldi (guitarra e violões), José Alberto (teclado), Pedro Henrique (bateria), Renan Rodrigues (contrabaixo) e Diógenes Cabeça (percussão).
Plataforma Música Brasil
A participação brasileira no evento é viabilizada pela Plataforma Música Brasil, iniciativa que levará profissionais da cultura ao país asiático, entre artistas, produtores e agentes do setor. A delegação reúne nomes consagrados e novas vozes da música contemporânea, como Adriana Calcanhotto, Luedji Luna, Hamilton de Holanda, Juliana Linhares e Jonathan Ferr.
Além dos shows, o festival contará com masterclasses, oficinas, encontros profissionais e colaborações com artistas locais, reforçando o caráter de intercâmbio e construção conjunta.
A Plataforma Música Brasil é realizada pelo Ministério da Cultura, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Turismo, Fundação Nacional de Artes (Funarte), Embratur, Instituto Guimarães Rosa e o Consulado Geral do Brasil em Xangai, com apoio de instituições públicas e privadas.
A iniciativa ocorre em um contexto de fortalecimento das relações entre Brasil e China, estabelecidas diplomaticamente em 1974 e consolidadas em fóruns internacionais como o BRICS e o G20. O Ano Cultural Brasil–China reforça a dimensão simbólica, criativa e humana dessa parceria.






