Produção artística celebra identidade cultural do extremo norte do Tocantins e promove imersão sensorial no território do Bico do Papagaio através da linguagem cinematográfica.
Está disponível gratuitamente no YouTube, desde o meio-dia desta segunda-feira (1º), o filme do aclamado espetáculo cênico “Meu Norte é o Bico”. O lançamento oficializa uma nova camada poética para a obra, que emocionou o público em apresentações presenciais e agora ganha contornos cinematográficos. O registro pode ser acessado abaixo:
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Mais do que um simples registro de palco, a produção foi completamente adaptada para a linguagem do cinema. A câmera se aproxima de detalhes do corpo, da paisagem e das narrativas que compõem a região do Bico do Papagaio, território inspirador da criação. Ao atravessar movimentos, gestos, texturas e sonoridades, o filme proporciona uma imersão nas memórias e forças simbólicas de uma região marcada pelas ancestralidades afro-brasileiras, indígenas e nordestinas.
A obra é uma celebração da identidade cultural do extremo norte tocantinense, um território muitas vezes invisibilizado nas divisões geográficas, mas rico em tradições, espiritualidades e modos de existência. O espetáculo percorre cenas que evocam festas populares, rituais, o cotidiano rural, mitos, águas e trabalho, construindo um mosaico de pertencimento e resistência.
No filme, elementos como a dança contemporânea, o teatro e a música ao vivo ganham novas dimensões. A batida do coco babaçu, as romarias, os rios Araguaia e Tocantins, as costuras de família e a força das memórias se tornam ainda mais presentes através da fotografia cuidadosa, da trilha sonora e da montagem.
Um ato estético e político
A produção se afirma como um ato de valorização da cultura popular e das narrativas marginalizadas do Tocantins. Segundo a equipe, o filme convida o espectador a refletir sobre raízes, pertencimento e o papel fundamental das comunidades na moldagem da identidade regional e nacional.
O projeto é dirigido por Marcial Asevedo e produzido pelo coletivo Leoa do Norte, que também assina a criação e performance. A trilha sonora e sonoplastia ao vivo são de Fê Art e GeroM, com filmagem de André Rodrigues e fotografia de Mariana Felix.
A realização foi possível através de recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura, operacionalizados pela Secretaria de Cultura do Estado do Tocantins.
FICHA TÉCNICA RESUMIDA
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Direção: Marcial Asevedo
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Produção, Criação e Performance: Leoa do Norte
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Filmmaker: André Rodrigues
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Fotografia: Mariana Felix
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Trilha Sonora ao Vivo: Fê Art e GeroM
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Realização: Ministério da Cultura / Secretaria de Cultura do Tocantins (via PNAB)







