Vítima de apenas 22 anos denunciou o caso que levou à prisão do médico Paulo Rodrigues do Amaral, em 2023. Outras pacientes abusadas também denunciaram os crimes.

Grávida que denunciou médico ginecologista por abuso conta momentos de dor durante exame: “Não conseguia falar”

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Era para ser um momento de felicidade em acompanhar o crescimento do filho dentro da barriga, mas um exame se tornou o verdadeiro pesadelo na vida de uma jovem de apenas 22 anos. Ela é uma das vítimas do médico ginecologista Paulo Rodrigues do Amaral, que está preso desde 2023 por suspeita de cometer abusos contra pacientes.

Em entrevista à TV Anhanguera, a jovem, que não quis se identificar, contou que estava grávida do primeiro filho. Quando a gestação completou quatro meses, teve uma consulta com o ginecologista no dia 9 de fevereiro de 2023. Logo percebeu que os toques não eram ‘normais’ para uma consulta ginecológica.

  A defesa do médico informou que não poderia comentar o caso por estar em segredo de justiça, mas reafirmaram a defesa do profissional. ( Veja nota completa ao final da matéria)

“Ele enfiava o aparelhozinho e tocava a mão em minhas partes. Toda hora triscava. E eu não conseguia falar nada, só falava tá doendo, tá doendo. Aí chegou uma hora que eu não dei conta de falar mais nada, eu só olhei pra cima e fiquei quieta, e deixei”, disse a jovem, sobre o dia do abuso.

Ela afirmou ainda que sentiu medo dele fazer algo mais grave.

  “Porque na minha cabeça ele ia fazer alguma coisa comigo. Eu já tinha feito essa antes, e sabia que não era daquele jeito”, contou.

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  A jovem registrou um boletim de ocorrência após o episódio e 14 dias depois, o médico foi preso por ordem judicial. O caso não era o único, já que Paulo respondia por outras três ações referentes a crimes semelhantes ao abuso contra a paciente.

  No dia 10 de março de 2023, uma decisão judicial liberou Paulo da prisão, entretanto o proibiu de voltar a atuar como médico. Mas como mais vítimas denunciaram situações semelhantes, ele foi preso novamente no dia 21 de julho do ano passado e não saiu mais.

  Pelo menos 30 mulheres alegam que foram abusadas pelo médio Paulo Amaral. Os abusos teriam acontecido em clínicas, hospitais e postos de saúde que o médico atuou na capital.

*Na foto, o médico.

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