A proposta também altera o Código Penal para restringir o aborto em casos de gestação resultantes de estupro. Na prática, devido a vários fatores dos sistemas jurídicos e de saúde, o PL resultará em situações onde mulheres vítimas de estupro que optarem pelo aborto poderão enfrentar penas maiores que os próprios estupradores, podendo chegar a 20 anos de prisão.O projeto, defendido sob argumentos religiosos, afeta especialmente crianças e adolescentes menores de 14 anos, que são as principais vítimas e mais vulneráveis nesse contexto de violência de gênero. Por isso, o PL 1904 também é denominado “PL do Estupro” e da “Gravidez Infantil”.