Fotógrafo reconhecido mundialmente por seu olhar sensível e humanista marcou a história da fotografia com registros que traduzem a bela e trágica trajetória humana
Com informações de Priscila Lobregatte – Portal Vermelho
Há 80 anos, num dia 8 de fevereiro, nascia, em Aimorés, Minas Gerais, um cara chamado Sebastião Salgado. Quem diria que esse mineiro, acredite se quiser, que é doutor em economia pela Universidade de Paris (1971), se tornaria um dos fotógrafos mais respeitados do Brasil e do mundo?
Com um olhar humanista afiado e um talento artístico incrível, Sebastião Salgado capturou momentos épicos, dramáticos, belos e chocantes que não só denunciam as injustiças sociais e ambientais do capitalismo, mas também destacam as maravilhas da vida e do nosso planeta. E foi só em 1974 que ele mergulhou no mundo do fotojornalismo, trabalhando para agências como Sigma, Gamma e Magnum.
Depois de algum tempo, Salgado criou sua própria agência e embarcou em uma jornada pela América Latina, documentando a vida dos camponeses e indígenas. Esse trabalho resultou no livro “Autres Amériques”, publicado em 1986.
O reconhecimento mundial veio na forma de prêmios: ganhou o Eugene Smith Award for Humanitarian Photography em 1982, o Paris Match Gold Award for Life Achievement (Troféu “Match d’Or”) em 1993 e foi eleito o Fotojornalista do Ano pelo The International Center of Photography of New York três vezes (1986, 1988 e 1990). Que currículo, hein?

Eldorado dos Carajás – Foto: Sebastião Salgado
Em agosto do ano passado, Sebastião Salgado abriu uma exposição intitulada “Trabalhadores”, uma verdadeira homenagem aos trabalhadores ao redor do mundo que apresenta 150 imagens em preto e branco capturadas entre 1986 e 1992, dentre elas a série sobre a Serra Pelada, realizada nos anos 1980, em que ele capturou o incrível formigueiro humano que se apoderou de um pedaço da Amazônia em busca de ouro. Este evento marcou a estreia do espaço de exposições temporárias do Museu Sesi Lab, em Brasília, coordenado pelo Serviço Social da Indústria (SESI) e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

As imagens retratam de forma vívida as experiências de trabalho em uma variedade de setores e os processos manuais de produção em diferentes partes do mundo, incluindo fotos de trabalhadores rurais no Brasil, de uma mina de enxofre na Indonésia e de combatentes de enormes incêndios em poços de petróleo no Kuwait. O fotógrafo, que vive em Paris desde 1973, descreve a exposição como uma investigação visual da sociedade moldada pela indústria.
A coleção de fotos também se tornou uma exposição itinerante que já passou por vários lugares do país.
O Tocantins Cultural deseja um feliz aniversário a esse mestre das lentes. 👏🎉🎂







