Programação reunirá mestres artesãos tocantinenses com demonstrações no pavilhão da cultura na Agrotins 2026, valorizando saberes tradicionais e a identidade cultural do estado

Artesanato tocantinense terá protagonismo na Agrotins 2026 por meio de vivências no Espaço Saber Fazer com mestres artesãos

publicidade

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), promove durante uma programação especial voltada à valorização do artesanato tocantinense. No Espaço Saber Fazer Mestres Artesãos, no Pavilhão da Cultura, na Agrotins 2026, o público poderá vivenciar, de perto, o processo de criação de peças artesanais, com demonstrações, oficinas e trocas de saberes conduzidas por mestres reconhecidos no estado.

As atividades acontecerão diariamente, das 9h às 17h, no pavilhão do evento, reunindo artesãos que são referência em diferentes técnicas e matérias-primas do cerrado, como fibras naturais, cerâmica, biojoias e arte sacra. A valoriza com a preservação das tradições culturais e o fortalecimento da economia criativa.

De acordo com a gerente de Economia Criativa da Secult, Leda Maria, o momento será uma oportunidade de aproximação entre público e artesãos. “O Espaço Saber Fazer é um convite para que as pessoas conheçam de perto o processo criativo, valorizem o trabalho manual e reconheçam a importância dos mestres artesãos como guardiões da nossa cultura”, destacou.

A coordenadora do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) no Tocantins, Núbia Cursino, também enfatiza o papel do artesanato como expressão identitária. “Essa programação evidencia a riqueza e a diversidade do artesanato tocantinense, além de fortalecer a geração de renda e a continuidade dos saberes tradicionais nas comunidades”, afirmou.

Leia Também:  Prefeitura de Palmas apoia 2ª Edição do Torneio de Pesca Esportiva do Tocantins

Mestres artesãos e programação

A programação contará com a participação de quatro mestres artesãos, que conduzirão vivências e demonstrações em datas específicas:

12 de maio – Elpídio de Paula Neto

Artesão e artista visual natural de Araguaína, Elpidio atua há mais de 30 anos com arte sacra e religiosa, utilizando técnicas como pirogravura e tessitura de seda de buriti. Sua trajetória teve início no seminário, onde aprendeu iconografia cristã com os franciscanos. Atualmente, mantém o ateliê “São Bento Arte Sacra” e também produz ecojoias e biojoias com babaçu e buriti.

13 de maio – Tereza Alves dos Santos

Mestre artesã de Taquaruçu, distrito de Palmas, Tereza é reconhecida pelo trabalho com fibras naturais do cerrado, especialmente o buriti e o babaçu. Em seu ateliê Espaço Babaçu Artes, desenvolve peças como cestarias, bolsas, mandalas e bonecas, unindo tradição, sustentabilidade e inovação. Seu trabalho valoriza saberes tradicionais e contribui para a geração de renda local.

14 de maio – Wanderley Batista de Carvalho

Ceramista natural de Porto Nacional e residente em Taquaruçu, Wanderley trabalha com o barro desde 2007, criando peças que expressam identidade cultural e conexão com a terra. Fundador do projeto Batuque do Barro, também atua na formação de novos artesãos, promovendo oficinas e vivências que fortalecem a tradição cerâmica. Seu trabalho já foi destaque em exposições, como a mostra “A Dança do Pote” (2024).

Leia Também:  Governo do Tocantins torna público edital de chamamento para 18º Salão do Artesanato, em São Paulo (SP)

15 de maio – Durvalina Ribeiro de Sousa

Mestra artesã nascida em São Félix do Tocantins, Durvalina é referência no trabalho com capim-dourado e fibra de buriti. De origem quilombola, carrega em sua trajetória mais de 30 anos de dedicação ao artesanato, preservando técnicas ancestrais e fortalecendo a identidade cultural do Jalapão. Suas peças se destacam pela riqueza de detalhes e conexão com a ancestralidade.

Compartilhe essa Notícia

publicidade