Em 2025, os CEUs da Cultura celebram 15 anos de existência, reafirmando sua importância como política pública voltada à democratização do acesso à arte, à educação e ao convívio comunitário. Criados em 2010, os Centros de Artes e Esportes Unificados — conhecidos como CEUs da Cultura — nasceram com o objetivo de levar infraestrutura cultural e esportiva a regiões periféricas e de baixa renda, ampliando o direito à cidade e fortalecendo laços sociais por meio da cultura.
O projeto foi idealizado pelo Governo Federal, inicialmente no âmbito do Ministério da Cultura, em parceria com prefeituras municipais e, em alguns casos, com governos estaduais. Inspirados nos antigos CEUs da Educação, implantados em São Paulo nos anos 2000, os CEUs da Cultura propõem uma integração entre diferentes dimensões da vida pública: arte, esporte, lazer, cidadania e inclusão digital.
Cada unidade reúne, em um mesmo espaço, biblioteca, cineteatro, telecentro, áreas para esportes e salas multiuso, tornando-se ponto de encontro entre artistas locais, educadores, coletivos culturais e a comunidade. Mais do que equipamentos, os CEUs são territórios de convivência e formação, que estimulam a criação artística, o protagonismo juvenil e o fortalecimento de identidades culturais.
Ao longo de uma década e meia, os CEUs da Cultura têm se mostrado essenciais para reduzir desigualdades culturais e oferecer oportunidades em regiões historicamente esquecidas pelo poder público. Jovens que antes não tinham acesso a aulas de teatro, dança, música ou audiovisual passaram a se ver como produtores de cultura, e não apenas consumidores.
Com mais de uma centena de unidades espalhadas pelo país, o programa alcançou comunidades urbanas e rurais, reafirmando a cultura como um direito constitucional e instrumento de transformação social.
Hoje, ao completar 15 anos, os CEUs da Cultura se consolidam como símbolo de resistência e de esperança — lembrando que políticas culturais duradouras exigem investimento, cuidado e valorização. Manter esses espaços vivos é garantir que o Brasil continue sendo um país onde a arte encontra o povo, e o povo encontra, nela, caminhos de futuro.







